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Missionária Ana Wollerman


 

Nasceu em 13 de dezembro de 1910 em Pine Bluff, Arkansas, EUA, filha de August e de Minnie Wollerman. Quando menina, sentiu o desafio missionário Sua irmão Mildred, influenciou-a tanto na sua vida quanto em sua chamada, que se deu aos 26 anos de idade. Ana, então, cursou Belas Artes, custeando seus estudos com o próprio trabalho. Obteve o grau de Mestre em Educação Religiosa pelo South-western BaptistTheological Seminary, Fort Worth, Texas.

Telma Bagby (nora do primeiro missionário batista no Brasil) foi à Universidade e proferiu conferência, despertando em seu jovem coração o desejo de vir para a obra missionária no Brasil. Após a obtenção do grau de mestre, sentiu uma chamada ardente no coração de que Deus a queria no Brasil, mas “não pode” ser missionária pela junta de Richmond por já ter ultrapassado a idade. Todavia, entre os anos de 1945 e 1947, ela conheceu o pastor Gui Iherme Hankins, que havia ido aos EUA falar sobre Missões e sobre o Estado de Mato Grosso, do qual Ana Wollerman ouvira falar pela primeira vez e o qual veio a ser o maior amor de sua vida.

O casal Hankins, que era sustentado por igrejas, foi o instrumento usado e por Deus para sua vinda ao Mato Grosso. Ofereceram-se para ajuda-lá a chegar ao Brasil e particularmente ao Mato Grosso, o grande desafio. Ana Wollerman veio pela fé! Mesmo sem saber como seria sustentada aqui, pediu exoneração das funções na Universidade e veio. Os alunos da Universida-de promoveram um jogo amistoso entre professores e alunos e a lhe ofereceram o resultado cobrança dos ingressos para sua viagem. Foi o suficiente para pagar sua passagem em navio cargueiro. Ela fe saiu de sua cidade natal Pine Bluff, no dia lº de Março de 1947. Viajou dos Estados Unidos acompanhando o casal Guilher- me e Nina Hankins e os filhos Nona e BiIl. Aportou pela primeira vez em solo brasileiro, no Rio de m Janeiro, Bahia da Guanabara em 21 de Março de 1947. Quando aqui chegou deu um beijo na terra que considerava seu novo país.

Do Rio de Janeiro, foram até São Paulo. De Lins, cidade paulista foram de trem para Campo Grande, viagem que demorou mais 5 dias e depois para Ponta Porã. Quando foi a Campo Grande buscar sua mudança, ficou morando sozinha numa pensão e por seis meses estudou e aprendeu a Língua com Rafael Giogia Martins, que mais tarde tornou-se conhecido nacionalmente como evangélico, político e poeta. Iniciou seu trabalho missionário indo para Vila União, hoje Amambaí e em março de 1948, fundou e dirigiu e dava aulas na Escola Primária Batista. Em Amambaí residia o pastor Valdir Vilarinho, cooperou para nascer a Primeira igreja Batista em Amambaí, da qual foi membro fundadora.

Durante três anos nada lhe faltou, pois os alunos da Universidade lhe mandavam ofertas mensais e outros irmãos particulares. Nada pediu, jamais, senão a Deus. Depois de três anos, a Junta de Richmond, tomando conhecimento de seu trabalho veio a nomeá-la sua missionária. De Amambai saiu em 1954, portanto depois de 7 anos, deixando uma escola e uma igreja. Mudou-se para Campo do Grande em 1954, pois foi eleita do secretária executiva da Convenção Batista de Mato Grosso. Era algo difícil para aquela época, quando a mentalidade formada por influência de outro missionário pioneiro era que a mulher não poderia falar na igreja. Levou consigo alguns de seus “filhos” para continuarem seus estudos. Iniciou o “Plano Cooperativo” na CBM, recebendo ela neste particular grande ajuda do missionário e Charles Compton. Como Executiva da Convenção Estadual, foi a responsável pela realização do primeiro retiro dos pastores do Estado em Camapuã, quando foi preletor o missionário Dr. Bratcher. Veio então o período de férias e viajou para os Estados Unidos por alguns meses em 1955.

No exercício da Secretaria executiva veio a conhecer o trabalho batista em Cuiabá, que estava apenas começando. Ao retornar dos Estados Unidos em 1956 aceitou o desafio e transferiu-se para a Capital. O trabalho teve grande impulso. Começou a expandir novas frentes missionárias que geraram novas igrejas. Foram abertas e construídas novas escolas, construiu mais de 12 residências para pastores, foram construídos mais de 10 templos, foram adquiridos veículos para obreiros, mas a sua maior atenção era para as vidas que ganhou para Cristo e as que despertaram para a vocação cristã, ajudando-as a se equiparem nos estudos. Mais de 50 jovens foram diretamente ajudados, tendo seus estudos custeados integralmente ou em parte. Foram 10 anos dedicados a esta região norte do Estado.